Prime 1, o reencontro
A minha experiência de jogar a fase inicial do Prime 1 remastered foi uma das melhores nos emuladores do Switch, pena que tenha ocorrido em duas frentes diferentes. Ao usar os emuladores YUZU e CITRON para isso ficou evidente que nem todas roms do Switch rodam no YUZU enquanto algumas podem não funcionar 100% no CITRON. Ao obrigar os jogadores, sem recursos, para comprar coisas da Nintendo, apenas sobrar um sensação de saudosismo, não é impeditivo de buscar esse jogão pela rede afora. Atenção, busquem o arquivo de jogo e não o instalador dele. Jogos Nintendo, no emulador, não são instalados nos PCs. Sabendo disso...
Aos interessados pelo jogo pro seu sistema Switch 1 ou 2, Metroid Prime Remastered tem preço real de US$ 39,99 na mídia digital nos EUA. Em REAIS, é de R$ 219,90, a mídia digital, no site oficial da Nintendo no Brasil. A mídia física, está variando entre R$ 293,00 a R$ 486,00 na Amazon Brasil e no Mercado Livre entre R$ 370,00 até R$ 460,00, a mesma mídia física. Pode ser que em algum camelô que trabalhe com jogos esteja em preços mais convidativos. Se for pra importar, melhor comprar digital, sairá mais barato e já está na conversão para reais.
Lá na geração gamecube...
Uns primos meus tiveram a oportunidade de jogar o Metroid Prime original e curtiram muito. Eu só fui jogar a versão de Wii lá em 2009/2010 depois que um desses primos me torrou a paciência pra comprar o jogo e curtir a proposta. Em um recorte bem pequeno, lembra um tantinho Zelda, que sou muito fá, pela exploração. E como também gosto muito da franquia Star Fox pelo ar futurista... Metroid é uma mistura de ambas as coisas mas num universo próprio e cheio de coisas legais pra descobrir. Castelevania não sou fã, apesar de ja ter jogado alguns deles, e outros jogos do gênero, metroidvania, que foram boas experiências. Ao dar o braço a torcer, e cair dentro da trilogia, falo, esse primo tinha razão. Metroid Prime é um senhor jogo.
A versão trilogy de Wii, hoje custa uma fortuna. Além de não vender a minha, de forma alguma, a caixinha é um item de luxo à parte. Toda metálica com luva protetora, manuais, artes, conteúdo impresso extra... Outra época... E com o inevitável fim das mídias físicas... Vai ficar na coleção de ouro do Wii.
Em relação ao jogo original, de gamecube, não me adaptei aos controles da versão, pois sempre fui ruim em jogos FPS, em qualquer controle. MAS a versão do Wii me fez aproveitar bem a proposta do jogo pois o pointer do WiiRemote é realmente é um aliado para jogos de tiro. Para quem sofre de náuseas da visão em primeira pessoa dos FPS, nos monitores, não me peça pra jogar FPS no teclado e mouse, vou desistir na hora e fucir pro banheiro. Para bom entendedor meia frase basta... E como eu sofro muito dessa maldita náusea, essa versão, Metroid Prime Trilogy de Wii, foi uma grande compra. Felizmente as náuseas reduziram nos ultimos anos graças a Elder Scrolls 4 e 5 e a trilogia Resistence. Jogos em FPS que me ajudaram a reduzir esse desagradável efeito colateral.
Emuladores, salvando o jogador, ou não...
Em relação ao jogo em si, surpresas para constar: os dois emuladores, YUZU e CITRON, rodam a rom mas aqui começa o problema, e eu não entendi o porque disso ocorrer.
Citron funcionou liso mas com leves travadas em algumas poucas cenas, infelizmente sem audio total e com muito ruído sonoro na leitura dos dados do arquivo.
No Yuzu rodou travando um pouco mais que no Citron porém sem os problemas de áudio. A dublagem inicial do jogo, as músicas e efeitos sonoros, rodaram bem.
Um bom jogo, nunca perde sua grandeza
Os gráficos ficaram lindos e agora que estão 720p o jogo brilha mais que na época de lançamento 20 anos atrás. Mesmo o original ou a versão adaptada pro Wii, o jogo envelheceu muito bem.
No emulador a rom roda bem, em 60 FPS nas animações e levemente acima dos 30 FPS na gameplay. Efeitos de luzes, a modelagem detalhada das personagens, as texturas dos objetos, a visão por baixo d'agua e por dentro da cachoeira, as impressões dos ambientes iniciais, a iluminação dos cenários e itens brilhantes, tudo isso está lindamente redondo e funcionando bem.
No gemecube, devido a limitação de espaço em disco (mini DVD) e velocidade de processamento da informação, pelo leitor e processador do hardware da época, o loading dos cenários foi colocado nas portas que dividem os ambientes. Quando o jogador disparava algum tiro nessas portas, o sistema interno do jogo ativava o carregamento da sala seguinte enquanto as portas perdiam seu brilho e abriam em um corredor que antecipava a proxima sala. Essa forma de pré carregamento foi genial na época.
Foi dessa estrutura que possibilitou a alta velocidade de coisas ocorrendo, ao mesmo tempo, no jogo original, pois otimizaram as informações que carregava, do disco para o processador, ao temanho da sala que o jogador passava. Bem Inteligente. E isso veio dos jogos originais, de NES, GB e SNES. Virou uma marca da série.
O ponto chave que poderiam ter eliminado na versão de Switch, mas não o fizeram, foi que o mesmo problema de carregar as salas no tiro às portas, continua a gerar pequenos gargalos de carregamento, e isso cria uma lerdeza de irritante na abertura das portas, porém a vantagem dessa estrutura do jogo, mostra sua eficiência, quando o jogo está com a maior quantidade de inimigos num único espaço pois ele não perde velocidade. Genial da equipe e da produção.
A outra vantagem dessa estrutura, de salas pré carregadas, é a manutenção da qualidade visual em todas as áreas. A velocidade de movimentação que o jogo tem, e é constante, garante uma fluidez incrive. É quase imperceptivel a queda das taxas de quadros. Quando elas ocorrem ou é porque está carregando algum dadod de algum lugar para outro, quando ocorre, ou pelo jogo estar trabalhando em algum render que pede mais proessador. E por estar jogando no emulador, mostra o quanto ele está trabalhando.
A melhoria inicialmente perceptível, e substancial, ocorreu na movimentoção de troca de camera (FPS parão para TPS na morphball), elas ficaram boas. A outra é a sensação de profundidade, proporcionado da tela larga, e ampla, em relação a tela quadrada das antigas versões, ficou muito mais imersivo o visor e a sensação de distancias. Os ambientes ficaram mais pesados e realistas, sem perder o dinamismo.
Outro ponto importante foram as novas texturas e os mapas de volumetria e normais que o processador do Switch permite e que os consoles mais velhos não permitiam. Ganhos por um lado, mesmo que a estrutura de projeto não tenha mudado.
O reflexo de Samus Aran no visor, após um tiro brilhar, continua ocorrendo na tela de jogo. O que na versão original foi uma surpresa, e reflexo da qualidade do projeto, hoje ele representa a manutenção de detalhes do original que fã chato iria reclamar de não ter. O visor, dependendo da função, também se transforma em escaner que caça informações ou muda para visão de calor, dependendo do ponto da aventura. De novo, propostas inovadoras para a época.
A partir dessas funções extras, liberadas na progressão da história, novas informações, que são detalhes da quantidade de coisas que aparecem como as legendas, dos diversos objetos, nas telas, mostra sua imersão. Os detalhes técnicos da flora, da fauna, dos inimigos, e chefes criam um log de história que permite verificar quanto de dados já foram catalogados e aumentam a documentação que existe no planeta onde o jogo ocorre.
Algumas coisas de tudo que está distribuido pelos cenários pode ser escaneado, o que foi uma mecânica original para a época, que foi mantido nos jogos seguintes Prime 2, Prime 3 e no Prime 4 também. E da mesma forma que o visor muda, muda-se também o tipo de tiro que Samus pode usar durante a aventura. Obviamente, corrida, pulo, pulo duplo, pulo de baixo d'agua, gancho, bombas, bola morfa, super tiro, misseis, super misseis, tiro de calor, super bomba, tiro de phezon, fazem parte das habilidades que Samus arruma com o passar da aventura.
Ambientes abertos e com iluminação solar quanto fechados e com luzes artificiais, inclusive os 100% escuros e breu, aparecem. Destaque para as floresta pantanosas, cavernas com vulcões, geleiras com alpinismo, laboratório de ciências, nave espacial, lagos, rios e ruinas , fazem parte dos cenáriso que serão visitados na aventura.
Com graficos mais limpos, nítidos e legíveis, o detalhe brilha mais nessa versão do que na original, sem dúvida, mas o prinicpal, está ali, redondo, liso, funcionando, vivo e melhorado visualmente, convidando o jogador para conhecer o planeta de Tallon 4. Mostra que um trabalho original bem feito, que sobreviveu ao tempo, pode ser reconstruído sem medo de ser feliz. O jogo envelheceu muito bem e esse remaster faz juz ao legado enquanto mostra o estupendo trabalho da Retro Studio e sua grandeza como desenvolvedora.
O mapa geral do jogo contiuna interativo e dinamico, incicando áreas onde já foram visitadas e outras para as quais devem ser verificadas. A parte bacana foi que mantiveram cada corredor e sala com os nomes do original e isso ajuda a se achar nos espaço, mas que nomear cada coisa é um trabalho absurdo, até no original já era hoje seria impensável mas foram lá e mantiveram.
Em relação aos comandos, a versão vem caprichada de opções. Dá pra usar os controles de movimento do Switch; os controles da versão original de gamecube; a versão adaptada do Wii nos controles do switch, e tudo pode ser trocado no menu do jogo, de forma intuitiva e direta.
O ponto ruim do jogo foi que só fizeram o remaster do Prime original. Senti muito a falta dos outros dois jogos da trilogia clássica. Espero que recebam a devida atenção no Switch 2. Eles merecem.
Falhas técnicas da jogada
Quando tentei gravar essa jogada no meu pc, alguma coisa não gravou a tela pois ficou tudo preto. Por algum problema desconhecido, ou do obs ou do emulador, ou da configuração do PC, que já esta mostrando sinais do tempo, podem ter causado tal situação.
Veredito
No final das contas, recomendo veementemente a experiência do jogo. É divertido do início ao fim. Precisa-se de muita atenção pra se acostumar com os controles mas depois que se adapta, percebe-se como outros jogos de FPS poderiam ter feito algo divertido e funcional mas não quiseram copiar Prime. Bom pra Nintendo e pra Metroid, tem uma forma de trabalhar FPS exclusiva. Será trabalhoso conseguir tudo o que o jogo tem e vai demandar dedicação e exploração, e muita volta a cenáarios já passados pois sempre terá um segredo maluco a espera do jogador. Vai perder MUITO TEMPO a procura de todos os colecionáveis. Atenção especial nos scans: TODOS são obrigatórios para chegar aos 100%.
De resto é isso. Vale a revisita desse clássico.
Até o próximo jogo.



























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