Onde a fofura dos, nossos, pets perpassa a mídia...
Depois da aventura original colocar a casa em ordem, a ideia de seguir na mesma tendência gráfica e posição de câmera deu margem a uma nova história. Agora não é um personagem, mas dois que serão controlados. O que faltou ou saiu um pouco fora da curva foi melhorado na segunda aventura. A dificuldade elevada perdeu um pouco de espaço abrindo novas opções de armas, evolução de personagens, itens e missões, que mantiveram o conteúdo secundário em equilíbrio ao primário.
Um mapa mundo maior e com mais
inimigos diferentes foi colocado. Os inimigos que existiam no original voltam e
ganham novas companhias horripilantes, e algumas bem grotescas. O que antes era
para evitar a destruição do mundo, por uma entidade de fora, agora a aventura
se foca na destruição das personagens que não querem saber de pacificação.
Guerra civil já foi declarada antes do início do jogo. Quem são os vilões? A
surpresa final deixará o jogador encucado e com a prévia “o 3º está a caminho”.
Outro ponto que falou foi o jogo
em dupla. Agora é possível colocar o jogador controlando um dos personagens principais
enquanto o não escolhido fica em segundo plano, controlado pela IA do sistema, e
pode alternar no toque de um botão. A outra soluções é se divertir, na mesma tela
se cortes, com o 2º jogador no explorar do mapa e enfrentar as ameaças. As
magias de área ficaram melhores.
É um jogo, dentro de um gênero, consagrado com estilo próprio e visual cativante. A franquia vale como forma de apresentar aos não conhecedores dos RPGs sua forma de contar histórias. É algo leve e divertido e pode ser uma ótima porta de entrada para os mais novos, onde o visual é gratificante e a dificuldade não impeditiva. Quer jogar com seus filhos? Vá na fé! Vale pra adultos, idosos, crianças e todos os públicos gamers existente.
Dificuldade simplificada
A dificuldade no início está
maior que no original mas com o passar das missões e da evolução natural, é um
RPG simplificado e desafiador, apesar de curto. As barreiras naturais dos
terrenos vão diminuindo com a progressão mas cuidado, o jogador pode ser
derrotado por um grupo de inimigos em maior quantidade ou de maior nível, igual
um Souls, quando a defesa não funciona. A morte estará perto de você o tempo
todo, só não dá as caras, visualmente falando, o que é uma pena.
Em contra partida, dependendo de
quem o ataque, será muito fácil, mesmo em nível alto, derrotar ondas de
inimigos com velocidade. Recomendo ir aos poucos. É melhor. Mana? Continua
acabando mais rápido que o necessário mas a pancadaria recupera ela. E a magia?
Continua ajudando mais pra recuperar o jogador do que vencer um chefe. Na
dúvida? Vá na boa e velha pancadaria do Deus da Guerra (o bom de guerra para os
entendidos da geração PS2), que é mais eficiente.
O sistema de missões mudou e
agora são personagens que as dizem, nos diálogos, e não mais identificadas num painel de recados nas vilas do cenário.
O que mantiveram foi o nível da missão, variando entre 1 a 4 estrelas de progressão.
A dificuldade continua tendo como base o nível das personagens. Ou se está 1
pra 1 ou vai perder tentando porque ainda está fraco para quele desafio. Aconselho
ter nível mais alto pois algumas são realmente bem difíceis.
Poucos chefes pelo mapa e poucas cavernas com desafios complexos
Apesar das cavernas e alguns cenários fechados terem passagens secretas elas também sofreram redução mas, para compensar, algumas masmorras têm segredos divertidos de missões pra se desbloquear. Repeti-las vai ser bem comum. Ora porque não se ter o nível adequado pra enfrenta-la ora
por não estar em uma missão que obrigue a exploração de determinados espaços.
Um saco mas passa.
As músicas, literalmente, não sofreram mudanças. Uma ou outra adição pois é um novo jogo, mas cheio de regrinhas do antigo que foram mantidas. Os diálogos também continuam longos mas são necessários pois estou falando de um RPG. E... Aumentar nível de armaduras e roupas exige ouro, muito ouro. Visitar uma personagem regularmente é o mote enquanto para armas e escudos exige outro, em um segundo continente, do outro lado do mundo. O jogador vai andar bastante...
A parte bacana, adição
importante, foi a criação de um sistema de portais que acelera a mudança de
local. Ficou interessante mas no final, nem era necessário. Poder correr pela
água e acessar ilhas ao redor dos continentes se tornou mais útil (nível e
dinheiro pedem essa exploração constante).
Colecionáveis? Alguns...
Com 9 conquistas somente, bem
baixo esse número, não significa que será rápido ou fácil conseguir todas elas.
Algumas darão bastante trabalho e vão obrigar a gastar um bom tempo procurando
as soluções de desafios secundários mais longos.
100% traduzido, menu, itens, diálogos, e algumas piadas, com sotaque de mineiro ou nordestino, o jogo recebeu um tratamento especial para Brasil. Essa delicadeza na tradução me deixou feliz. Parabéns para o time que prestou atenção nesse detalhe.
Disponível na Steam e GOG (trilogia) e na EPIC
(versão que joguei) precisará cerca de 15 horas para completar a aventura. A
maior dificuldade é conseguir controlar as personagens no teclado e mouse e por
isso prefira controles (Xbox ou PSx) esse detalhe te salvará da sua frustração
e seu periférico de umas boas pancadas quando tudo der errado, e vai por mim, não serão poucas...
Para quem ficou curioso, no jogo
original se controlava um gato (pelo nome é bem evidente), neste segundo será um
gato e um cachorro em uma guerra civil entre eles e seus reis. Quem vai vencer?
Quem vai perder? Jogue pra saber.
Recomendo pela diversão pura e simples e pela dificuldade moderada.
Ass.: Thiago Sardenberg
Até o próximo jogo.































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