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sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Steamworld Dig 2 - Cave no Mundo do Vapor, onde chegar mais fundo é o mote

Steamworld Dig 2 (SWD2) é a continuação da proposta inicial de escavar e chegar cada vez mais fundo, num quase infinito poço sem fundo, mas tem fundo, o final do jogo...

Continuando de onde o jogo anterior terminou, SWD2 manté a base mecânica de Super Mario Bros 2, das Américas, que no Japão tem outro nome. Ao misturar elementos de coletar itens para vender, comprar equipamentos para evoluir, a coleta diversos minerais valiosos é levantar o rico dinheirinho. Tio Patinhas que gostaria de estar nessa. Mas, antes da sonhada fortuna da mineira escavadora, é só após coletar os metais preciosas que se ganha dinheiro para comprar novos itens novos. Evoluindo a personagem também se evolui os equipamentos se não, a dificuldade crescente, da escavação, se tornará um problema instransposnível. Evoluir também exigem procurar, desenterrar e acumular as engrenagens escondidas pelas áreas, para liberar ainda mais habilidades. A todo instante, o mote do jogo deixa claro: isso é um metroidvania e escavar, achar novas salas, evoluir, voltar a cidade, vender metais, comprar itens será uma constante.

Os metroidvanias são baseados em duas franquias nascidas na década de 1980. Castlevania, onde o jogador controla um heroi que precisa vencer o Drácula no final do castelo. E Metroid, baseado na franquia Metroid, onde uma caçadora de recompensas, precisa eliminar as ameaças dos Piratas Espaciais em um planeta qualquer. Sabendo desses detalhes, continuamos a análise do jogo...

Traduzindo o nome: Steam World Dig. Steam: Vapor; World: Mundo; Dig Cave. Algo que poderia ser Cave no Mundo do Vapor. Vapor (Steam) tem relação direta com Steam Punk, subgênero ficcional ao qual Frost Punk, Ghost in The Shell, Akira e Matrix se baseam. Outras obras que existem como Blade Runner e Full Metal Alchemist também se apresentam carregando parte dessa abordagem.

Baseado nas tecnologias da Revolução Industrial de 1850 e graficamente no período da Raínha Vitoria, da Inglaterra, com uma pegada de velho este americano, bem na metade do século XIX, continua sendo fonte de inspiração para diferentes trabalhos atuais. Os mais emblemáticos jogos, que referenciam o período são: The Order 1886 e Bloodbourne como exclusivos de PS4 e Assassins Creed Syndicate que compartilham visualmente diversos detalhes do mesmo périodo (não confunda Lies of P que é baseado na Bela Epoque, da França de 1900 e Paris a cidade luz).

Com iluminação melhorada, novas texturas, animações, armas e cenários, a evolução visual da proposta é perceptível ao jogar os dois jogos da proposta em sequência. Os gráficos continuam desenhados a mão, igual o original e mostram como a equipe melhorou a técnica. A qualidade é relevante e demosntra cuidado, atenção e carinho em detalhes que, muitas vezes, irão passar despercebidos, mas estão ali. As animações, dos personagens, parecem pobres mas não são. São delicadas e propositais. O que realmente interessa é o movimento dos personagens chaves não os cenários. Além de ter melhorado o que seu antecessor construiu, tem novos destaques em relação a predecessor que estão mais agradáveis. 

As músicas são agradáveis. Apesar de, dependendo do tempo que se gaste para chegar ao final da área explorada, possa cansar com o tempo. Uma característica presente nos dois jogos. As personagens não falam mas têm barulhos individualmente definidos para representar voses, um balburdio divertido. Os inimigos quando morrem ou explodem fazem barulhos diferentes o que pode assustar desavisados. Cada movimento da personagem contralada tem seu som característico e com o passar do jogo se acostuma e diversifica, mesmo que em poucas coisas. Mudou-se a arma usada? Muda o som. Mudou a pedra quebrada? Mudou o som. Mudou de metal precioso para pedra preciosa? Mudou o som de novo. E assim vai seguindo.

Um dos recursos que o roteiro de cinema e tv têm é apresentar logo de cara o vilão da história. Afim de indicar ao jogador quem deve sere enfrentado ao final é o vilão que indica parte do caminho a ser percorrido. Porque uma personagem vilanesca é quem indica o que fazer? Manipulação, pura e simples. Como quebrar a 4ª parede sem que o jogador perceba que está sendo conduzido para o fim. Ficou chateado? Muitos também ficaram, em outros jogos, mas quando bem feito fica divertido.

O que mai senti falta, além das poucas regiões exploráveis (elas são grandes para compensar na redução da diversidade) foram os poucos chefes apresentados. Apesar das áreas serem complexas e, com o liberar dos itens importantes, facilitar o deslocamento, carece de desafios no longo prazo da aventura. Melhora a dificuldade com o tempo mas nada significativo. O ponto chave é fugir de uns robôs gigantes em um determinado ponto. Essa cena foi tensa e exigiu algum tempo.

O que o antecessor tinha de melhor mantiveram, exploração, descobertas e progressão. E para não parecer apenas um mais do mesmo, acrescentaram uma penca de outros detalhes importantes como história simples, direta e cativante onde situações reversas ocorrem de tempos em tempos. Deram espaço a algumas piadas contextuais que alguns podem achar irritante outros vão gostar pela quebra da seriedade. Depende do gosto individual de cada jogador.

Para quem teve a oportunidade de jogar Little Big Planet 1, sabe que o jogo só tem 1 chefe e este aqui segue a mesma lógica, o que leva ao jogo anterior também. E da mesma forma que outros jogos independentes foram marcantes como Limbo, Braid e FEZ, SWD2 lembra mais o Outland da Ubisoft (que já está fora de catálogo das principais lojas) do que um metroidvania convencional. A camera lateral é bem definida e varia de posição, zoom, em algumas partes. Nada estranho, apenas o normal.

Um jogo Indie que mostra como fazer um jogo pode ser demorado mas entrega, dentro de suas limitações, desafio, aventura e história que se complementam de forma gostosa. Vale o quanto cobram.

Disponível para PS4, PS5, Switch 1, Switch 2, Xbox One, Xbox Series, e PC (via Steam e GOG), entrega uma aventura de 10 horas para chegar ao final mesmo que não tenha alcançado os 100% dos coletáveis. Isso dará trabalho mesmo. E muitos vão passar rapidamente pois precisam de itens do final do jogo pra se chegar neles. E o final? Bem, indica progressão nos créditos. Espero que façam o 3º.

Vale o quanto cobram? Sim. Com um preço cheio de R$ 38,00 em promoção pode variar entre R$ 2,27 a R$ 2,29 dependendo da loja. Lembra queles jogos curtos de locadora onde se gasta sexta, sábado e domingo, inteiros para terminar e devolver na 2a feira de tarde. A parte boa é o rejogo até zerar, a parte ruim o tempo, depois que se aprende, fica muito curto. Se quiser ler sobre o 1º jogo clica aqui!

Mas joguem, pode jogar, sem medo pois tem conteúdo para algumas boas horas/dias sem ser estressante e a história é divertida. Se preferir um portátil é compatível com o Steam Deck, caso queira jogar nele. E para os amantes da maçã mordida também está disponível para Mac.

Até o próximo jogo.
Ass.: Thiago Sardenberg

Steam World Dig – Onde cavar é salvar a vila e o fundo do poço nunca é tão raso

Quando a Steam liberou este jogo em junho de 2025, já havia recebido o jogo seguinte, Steam World Dig 2 pela GOG em novembro de 2021. Curiosamente, com os dois jogos nas contas, estava na hora de curtir essa aventura. Quem recomendou foi o dono de um canal brasileiro que fala de promoções de jogos todos os dias e respondeu um comentário meu num dos vídeos. Resultado? Fui jogar...

Misturando uma temática visual de velho oeste com Steam Punk (autômatos a partir das maquinas a vapor) em uma mecânica de escavar o solo – olá Super Mario Bros 2 - para procurar metais e joias preciosas, o jogador precisará chegar o mais fundo possível para desbloquear novos itens, recursos, habilidades e diferentes inimigos. As surpresas aparecem a cada novo nível de profundidade alcançado enquanto, regularmente, volta a superfície para vender os recursos recuperados, para acumular dinheiro e então comprar novas partes de equipamentos e bolsa de recursos.

No passar da escavação, eventualmente, aparecem portas misteriosas, onde novos desafios são apresentados. A precisão excessiva, para vencer os obstáculos, será necessária para completar estas salas. Felizmente, se não tiver o item necessário para concluí-la pode-se voltar mais pra frente. E fiquem avisados, variadas salas serão revisitadas com frequencia. Como todo bom MetroidVania que se preze, algumas salas têm nomes que fazem alusão ou a história ou ao item escondido.

Com a progressão dos cenários e das atualizações de equipamentos novos inimigos são apresentados e com eles novas ferramentas para escavar também. Onde antes não era possível avançar, ao final, praticamente não haverá limites de exploração, só a estamina (famosa barra de fôlego) que nos contextos desse jogo é representada por uma barra de água nos tanques. A referência direta a Mega Man é mais que óbvia.

Não há dublagem das personagens, apenas alguns sons de balbuciar que as figuras da cidade fazem para indicar que falam. Localizado para o nosso brasileiro, legendas, menus e avisos estão em nossa língua. As músicas são repetitivas e poderão irritar quem achar que deveria haver mais diversidade. Ela existe mas não é extensa. Apesar de mudar conforme se avança pelos cenários, devido ao tempo que se gasta para aprender a jogar e utilizar os recursos, as primeiras músicas irão martelar na cabeça por algum tempo.

O jogo começa numa vila que ao vender recursos e ganhar mais dinheiro, outras personas aparecem, mostrando a progressão de “vida” na cidade, fazendo-a crescer e liberar novas lojas. Poucas, mas libera.

Com uma jogabilidade focada em uso dos controles funciona bem com o teclado. Na Steam rola de usar a compatibilidade do DualSense adaptado na interface, o recurso do Big Picture aqui é uma maravilha, porém na GOG, só usando o Controle Xbox ou um leitor de imputs do controle da Sony, o que se estende aos controles do Switch caso prefira.

Ele também tem um ester egg bem bacana numa das cavernas onde uma surpresa ocorre. Half Life 3 chega quando? E atenção nos gráficos dessa dupla: mesmo semelhantes, existem boas diferenças visuais entre eles, além da cidade, da personagem, dos cenários, dos inimigos comuns e chefes, os contextos base mudam bastante.

A mecânica principal é de escavar com uma picareta que poderá ser melhorada. Até o jogo liberar a compra da broca que quebra quase todos os tipos de rochas. Enquanto a picareta demanda tempo para abrir caminhos e não usa água, a broca usa água para funcionar, o que acelera o processo. Felizmente a barra de água deve ser aumentada de tempos em tempos, o que acelera a escavação, mas com um custo maior de água. Por esse fator, uso da picareta no início, faz as músicas ficam gravadas por mais tempo na memória enquanto as do final passam muito rápidas. Poderiam ter equilibrado melhor este detalhe.

Vale a jogatina? Vale pela diversão casual e progressão de dificuldade reduzida? Sim. Tem partes difíceis mas nada complexas apesar de algumas serem irritantes. A complexidade ocorre no chefe final. Porém, o jogo não termina nos créditos finais, ele deixa a informação de que poderá haver um segundo. E como também recebi o jogo seguinte, antes de jogar o inicial, por mero acaso, comecei a jogar, e zerar, por esse segundo jogo mas quando terminei já fui para o original para entender a história completa, o que cria um elo temporal, entre jogos, bem bacana. E sim, um é continuação direta do outro. Falta um 3°, será que vem algo por aí? Leia a análise do segundo clica aqui.

Nota: 7 (apenas para constar) por que é curto, na média de 8 horas para completar, e as músicas serem repetitivas devido o tempo gasto no início. Zera-se em 1 fim de semana, no máximo 2, se lembrar daquela época de locadoras. Com um preço cheio de R$ 21,00 vale comprar pelas promoções onde o valor final pode variar, na Steam, de R$ 1,86 até R$ 6,20 e ou, na GOG, que fica por R$ 1,89. Relativamente barato e acessível.

Por enquanto é isso.
Até o próximo jogo.