sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Steam World Dig – Onde cavar é salvar a vila e o fundo do poço nunca é tão raso

Quando a Steam liberou este jogo em junho de 2025, já havia recebido o jogo seguinte, Steam World Dig 2 pela GOG em novembro de 2021. Curiosamente, com os dois jogos nas contas, estava na hora de curtir essa aventura. Quem recomendou foi o dono de um canal brasileiro que fala de promoções de jogos todos os dias e respondeu um comentário meu num dos vídeos. Resultado? Fui jogar...

Misturando uma temática visual de velho oeste com Steam Punk (autômatos a partir das maquinas a vapor) em uma mecânica de escavar o solo – olá Super Mario Bros 2 - para procurar metais e joias preciosas, o jogador precisará chegar o mais fundo possível para desbloquear novos itens, recursos, habilidades e diferentes inimigos. As surpresas aparecem a cada novo nível de profundidade alcançado enquanto, regularmente, volta a superfície para vender os recursos recuperados, para acumular dinheiro e então comprar novas partes de equipamentos e bolsa de recursos.

No passar da escavação, eventualmente, aparecem portas misteriosas, onde novos desafios são apresentados. A precisão excessiva, para vencer os obstáculos, será necessária para completar estas salas. Felizmente, se não tiver o item necessário para concluí-la pode-se voltar mais pra frente. E fiquem avisados, variadas salas serão revisitadas com frequencia. Como todo bom MetroidVania que se preze, algumas salas têm nomes que fazem alusão ou a história ou ao item escondido.

Com a progressão dos cenários e das atualizações de equipamentos novos inimigos são apresentados e com eles novas ferramentas para escavar também. Onde antes não era possível avançar, ao final, praticamente não haverá limites de exploração, só a estamina (famosa barra de fôlego) que nos contextos desse jogo é representada por uma barra de água nos tanques. A referência direta a Mega Man é mais que óbvia.

Não há dublagem das personagens, apenas alguns sons de balbuciar que as figuras da cidade fazem para indicar que falam. Localizado para o nosso brasileiro, legendas, menus e avisos estão em nossa língua. As músicas são repetitivas e poderão irritar quem achar que deveria haver mais diversidade. Ela existe mas não é extensa. Apesar de mudar conforme se avança pelos cenários, devido ao tempo que se gasta para aprender a jogar e utilizar os recursos, as primeiras músicas irão martelar na cabeça por algum tempo.

O jogo começa numa vila que ao vender recursos e ganhar mais dinheiro, outras personas aparecem, mostrando a progressão de “vida” na cidade, fazendo-a crescer e liberar novas lojas. Poucas, mas libera.

Com uma jogabilidade focada em uso dos controles funciona bem com o teclado. Na Steam rola de usar a compatibilidade do DualSense adaptado na interface, o recurso do Big Picture aqui é uma maravilha, porém na GOG, só usando o Controle Xbox ou um leitor de imputs do controle da Sony, o que se estende aos controles do Switch caso prefira.

Ele também tem um ester egg bem bacana numa das cavernas onde uma surpresa ocorre. Half Life 3 chega quando? E atenção nos gráficos dessa dupla: mesmo semelhantes, existem boas diferenças visuais entre eles, além da cidade, da personagem, dos cenários, dos inimigos comuns e chefes, os contextos base mudam bastante.

A mecânica principal é de escavar com uma picareta que poderá ser melhorada. Até o jogo liberar a compra da broca que quebra quase todos os tipos de rochas. Enquanto a picareta demanda tempo para abrir caminhos e não usa água, a broca usa água para funcionar, o que acelera o processo. Felizmente a barra de água deve ser aumentada de tempos em tempos, o que acelera a escavação, mas com um custo maior de água. Por esse fator, uso da picareta no início, faz as músicas ficam gravadas por mais tempo na memória enquanto as do final passam muito rápidas. Poderiam ter equilibrado melhor este detalhe.

Vale a jogatina? Vale pela diversão casual e progressão de dificuldade reduzida? Sim. Tem partes difíceis mas nada complexas apesar de algumas serem irritantes. A complexidade ocorre no chefe final. Porém, o jogo não termina nos créditos finais, ele deixa a informação de que poderá haver um segundo. E como também recebi o jogo seguinte, antes de jogar o inicial, por mero acaso, comecei a jogar, e zerar, por esse segundo jogo mas quando terminei já fui para o original para entender a história completa, o que cria um elo temporal, entre jogos, bem bacana. E sim, um é continuação direta do outro. Falta um 3°, será que vem algo por aí? Leia a análise do segundo clica aqui.

Nota: 7 (apenas para constar) por que é curto, na média de 8 horas para completar, e as músicas serem repetitivas devido o tempo gasto no início. Zera-se em 1 fim de semana, no máximo 2, se lembrar daquela época de locadoras. Com um preço cheio de R$ 21,00 vale comprar pelas promoções onde o valor final pode variar, na Steam, de R$ 1,86 até R$ 6,20 e ou, na GOG, que fica por R$ 1,89. Relativamente barato e acessível.

Por enquanto é isso.
Até o próximo jogo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário