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quarta-feira, 2 de abril de 2025

GTA 6 a 100,00 dolares? Pode isso Arnaldo?

Vamos por partes porque a coisa é mais impactante que o esperado. Vou ignorar os fanáticos de plantão porque o que está em jogo é custo vs valor.


Desde a geração PS4 XOne para a PS5 Series, tanto consoles quanto os jogos estão recebendo reajustes de preços a níveis que até os países ricos começaram a reclamar dos valores cobrados. Motivos? Variados mas a produção também tem motivo de sobra para aumentar os preços cobrados para os consumidores.

Sair de 400 Dólares para 500 entre gerações e de 500 para 700 entre versões base e pró numa única geração já é um absurdo e o Nintendo Switch 2 chegar a 450,00 não foi surpresa nenhuma. Não deixa de ser caro até para eles imagina para nós brazukas?

O mesmo raciocínio vale para os jogos. De 50,00 para 60,00 e depois para 70,00 a indústria cobra seus custos dos consumidores e para piorar as vendas estão caindo enquanto a estimativa de unidades vendidas crescendo. O resultado disso é a discrepância entre o que os consumidores estão dispostos a pagar por jogos e o quanto as produtoras estão dispostos a não sacrificar para justificar preços de 70,00 a unidade.

Com o anúncio do Switch 2 e os jogos não começando entre 60 e 80 Dólares os digitais e podendo chegar a 80,00 ou 90,00 dólares as mídias físicas, o valor que a RockStar vai cobrar por GTA6 (imagem chamada dessa postagem) tem cabimento? Obviamente que não, para os consumidores, mas para as produtoras sim.

O grande problema ocorre quando uma fabricante + produtora de consoles como a Nintendo, chegar botando o pé na porta falando que os jogos de Switch 2 digitais já começam em 70,00 tem cabimento? Nenhum mas foi anunciado. E isso se reflete numa antiga política de preços da própria empresa que quer preservar os pontos de venda, as lojas físicas, aos consumidores, pois ela entende que sem lojas físicas os consoles não chegam e sem as lojas físicas não há marketing indireto de estímulo ao consumo de novos jogos e consoles.

Antes do 1º Switch ser lançado, a própria Nintendo já havia informado que a diferença de preço cobrado entre seus jogos físicos e digitais seria pequena pois ela não queria quebrar o mercado de lojas físicas. Agora, com o anúncio do Switch 2 e o inevitável lançamento de GTA 6, essa política de preços não só se mantém como padrão como se torna vital para manter as empresas. Aumenta-se o que se cobra, dos consumidores, enquanto o que se entrega, aos consumidores, se reduz.

Para quem não entendeu a situação toda, a postagem não tem qualquer relação com a Nintendo ou GTA 6 mas com os valores cobrados por jogos. Tal postura, da Nintendo, em corroborar com o aumento de preços dos produtos finais em relação aos custos elevados que a indústria tem passado, só mostra como a barreira dos 100,00 dólares, por uma mídia física de jogo, pode ocorrer em poucos anos.

Não ficarei nem um pouco surpreso caso o tal do GTA 6, e outros grandes lançamentos desse ano de 2025, como dos próximos, possam não só chegar como passar dessa barreira BIZARRA de ‘custos vs valores’ onde os consumidores serão massacrados pela cobrança indevida, ou será devida? das fabricantes e produtoras porque não sabem mais colocar os projetos dentro de orçamentos viáveis, deixando para a galera da venda e do Marketing fazer o trabalho de colocar goela abaixo os jogos aos consumidores.

As lojas tipo GreenManGaming, Nuuvem, Humble Bundle, Indie Gala, Gamers Gate entre outras, vai se tornar cada vez mais viável pelos preços absurdos que certas plataformas cobram por obras pouco apelativas ou de conteúdo duvidoso.

Sejamos honestos que Nintendo, GTA, e outras entregam muito nos seus produtos e justificam seus aumentos de preço no que sabem entregar, mas o problema não é a Nintendo ou a Rockstar com seu GTA mas o que as concorrentes poderão fazer/cobrar para se manterem no mercado não entregando 30% do que prometem, com o aval de Nintendo e Rockstar para cobrar mais por menos.

Essa é a questão da postagem.

E sim, GTA 6 vai sair a 100 doletas querendo ou não.

Porque? Porque é GTA. Porque é Rockstar. Porque eles podem cobrar e os fãs vão pagar.

Até a próxima postagem.
Ass.: Thiago C Sardenberg

OBS: A postagem tinha importância pois esse texto deveria ser a análise do Tomb Raider de 2013. Como as coisas andam e notícias aparecem, essa análise vai esperar um pouco mais.

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Spencer é um executivo visionário.

O chefão da divisão Gaming da Microsoft foi responsável por diversas coisas e algumas delas são mais surpreendente que outras, vamos a elas?

1) Lançar os Kinect 1 e 2 e com eles diversas propostas de expansão do entretenimento alinhado aos consoles que viraram febre e geraram altas cifras de retorno.

2) Lançar o game pass (tanto nos consoles quanto no pc) e o Xbox séries. Numa tremenda sacada de visionismo e manutenção da base de consumidores, dar aos usuários 2 jogos de graça por mês nos consoles e não vincular esses produtos as assinaturas, quiçá Sony safada, foi um golaço no bolso dos consumidores.

3) Falar que a Nintendo precisa ser preservada e protegida para manter os jogos dela vivos para o futuro da indústria dos games continuar é outra sacada de alguém que vê no mercado, e em seus concorrentes, importantes fontes de inovação e renovação que o futuro precisa.

Só nessas afirmações já dá pra sacar que o cara não é cego aos pontos fortes da indústria. Então vamos a outros pontos que, antes da Microsoft e o Xbox existirem, também ocorreram…

4) Sem o analógico do N64 a Sony não teria criado o dualshock pra família Playstation e desde então se tornou o controle modelo seguido por todas as concorrentes.

5) Sem a mídia de DVD a Sega e Dreamcast não teriam saída da briga da então geração de 128 bits. Como foi escolhida a mídia de GD como parte da arquitetura do console a Sega optou pelo desconhecido em vez do verdadeiramente formato dominante. Mas também é importante destacar: foi a Sony quem bancou o desenvolvimento dessa mídia. Se tem um povo enrustido de inveja alinhado a ego é o executivo japonês.

6) Sem o Xbox e a Live, em modelo pago, não haveriam os sistemas do PSN, Nintendo Online e Live Gold pra jogar online, e de tabela jogos 0800 como benefícios aos assinantes. Sem o Wii o mercado de consoles caseiros não teria explodido naquela geração e com ele o Kinect e o PS Moove não existiriam. Just dance, Dance Central e Michael Jackson, todos jogos dançante, passariam longe dos vídeo games de então.

Infelizmente, também sabemos como os consumidores são conservadores, resistentes e tradicionais o bastante para não mudar de fornecedores mas, retorno agregado e inovações pontuais são marcas das diferentes indústrias que coexistem no mundo e dentro delas soluções regulares, inesperadas, ou extravagantes, são apresentadas e incorporadas (ou não), aos consoles do futuro.

7) Sem o blu-ray da Sony, a capacidade de armazenamento não seria tão grande quanto é hoje. Infelizmente, ainda presos aos tempos de carregamento, ela não é a melhor das soluções mas garante um retorno saudável ao consumidor final. Vender um usado para comprar um novo é menos doloroso aos bolsos, principalmente no nosso país, do que comprar uma mídia digital de 300 pilas. Complicado né doletas? Complicado… Mas a indústria evolui e com ela até o BluRay ficou obsoleto.

8) Sem a criação e evolução dos SSDs de alta velocidade e capacidade, não teríamos jogos sem tantas telas de loading (cartuchos pra que te quero, eu amo) como foi comum durante várias gerações. Loading… Essa tela era irritante, além de gritantemente causar uma ansiedade nos jogadores que hoje, muios, não vão entender.

9) Sem o WiiU e a ascensão dos tablets, obrigado a maçã do tio Jobs, o Switch, mesmo sendo carinho, não existiria e junto dele o Steam Deck, e seus genéricos, também não veriam a luz do dia.

Enfim mudanças são importantes e saber para onde ir é o maior desafio dos executivos.

Mas é só isso? Acredito que não...

Se existe evolução de hardware é porque existe estagnação das tecnologias mas e quando essa estagnação é sinônimo de vendas menores? Pra onde correr? E como fazer uma geração existir por mais tempo a preços mais acessíveis para uma significativa parte dos consumidores? É onde entra o bom senso, e até certo ponto, a vida gorda das vendas, a longo prazo, por preços acessíveis mas não vem ao caso… 

Spencer é um visionário quando conseguiu alinhar diversidade, exclusividades e acessibilidade no serviço do Gamepass e só nisso, já é um tremendo ganho pra comunidade de jogadores, pena que tal ação também leve a aumento de custos no médio prazo.

Infelizmente essa é a regra do negócio.

Vida que segue e até a próxima postagem...

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Revisitando o lar da Gruntilda na versão HD dele.

Após anos de ter jogado o original no Nintendo 64 e de praxe conseguir 101% de conteúdo desbloqueado pude, enfim, jogar a versão repaginada do clássico de plataforma da Rare.

1) O que há lá?

O jogo continua o mesmo. Mesmas mecânicas, mesmos chefes, mesmas fases, mesmas músicas, 100% igual ao que era na época do N64. As dublagens continuam as mesmas, aquelas vozes diferentonas propositalmente eram divertidas no inicio depois ficaram muito chatas, as piadas da Gruntilda no desafio do tabuleiro, antes de enfrenta-la, agora fazem sentido e são engraçadas, os personagens secundários, inimigos, diálogos, pedaços de favo de mel... Enfim, tudo igual.

Os 3 livros do Cheato continuam lá e a Gruntilda continua ficando bem nervosa quando os livros liberam as expansões pra dupla. O cemitério continua dando arrepios nos desavisados e o caminho por cima do poço de lava continua sendo um problema para os apressados. Ande devagar por onde passar, a queda pode ser feia...

2) O que melhoraram...

Se existe uma chance de sempre melhorar o que era bom, este jogo é realmente Banjo Kazooie. As texturas da década de 90 no N64 eram bem ruinzinhas mas no Xbox 360, mesmo numa plataforma moderna e infinitas vezes superior ao console original, precisaram de uma merecida repaginada. Todas elas foram atualizadas.

Os ícones de comando, os menus, os modelos, as animações, os áudios esses foram bem melhorados ao ponto de poder colocar a TV no máximo e não sentir distorções de qualidade (algo que poderia ocorrer dependendo do volume em relação ao N64).

Graficamente um jogo de 1997 repaginado no Xbox 360, em HD, é outra coisa, mesmo que na essência continue o mesmo, dá um outro gostinho ao desafio e a aventura no geral.


3) O que mudaram...

Algumas diferenças foram vistas mais rapidamente como os comandos e a ordem de botões que aparecem na tela (obviamente console diferente sem necessidade de manter os ícones e legendas referentes ao antigo), menu está diferente, os troféus são importantes, a casa de inicio do jogo tem uma hierarquia diferente da original e as notas musicas...

Nesse ponto é bom ressaltar: no original em todas, eu disse em todas, as fases as notas tinham de serem coletadas com 1 só vida, se morresse é recomeçar do zero. Nesta versão a coisa mudou para melhor. Afim de facilitar a vida do jogador, principalmente os mais novos, não importa o quanto de notas se termina a fase, depois pode-se voltar e pegar as restantes caso morra ou saia da fase sem terminar a coleta (e as notas não são resetadas com isso).

Os ovos gigantes, ficam disponíveis depois de completar as respectivas fases em 100%. No original era preciso descobrir onde estava o quadro dos quebra cabeças na casa do Banjo, vencer 1 por 1 eles e ir liberando os códigos dos ovos aos poucos, lá no palácio de areia na fase da praia. Nesta versão existem apenas 7 desafios na casa do Banjo, bem mais fácil, mas não deixam de ser/ter esse desafio, o jogo ainda reserva um troféu para quem completar todos eles. Pilantragem ou não foi uma ação oportunista.

Os ovos continuam não ajudando em nada, só que agora os jogos Kazooie e Tooie tem um ponto de interligação dentro do sistema do Xbox 360 o que facilita pra quem completar um e jogar o seguinte na ordem. Ajudou de forma sutil mas ajudou.


4) Para quem é o jogo afinal de contas?

O jogo continua sendo uma outra forma de apresentar o que a Nintendo faz de melhor. Jogos de Plataforma 3D que foram bem conceituados e lançados numa geração de transição.

Para a empresa/equipe que pensou os jogos do Banjo e apresentou os conceitos de Kameo Elements of Power para o N64 e acabou lançando essa franquia para o Xbox 360, tudo começou aqui, no final dos anos 90.

A criançada que não conheceu pode jogar a vontade, é um prato cheio, só faça bom uso do inglês do irmão ou parente mais velho que no final vai ser preciso. Os desafios da Gruntilda continuam a ter seu nível de dificuldade um tanto elevado para os não nativos do inglês.

Parece um open world mas não é; é fácil e com uma progressão de desafios e chefes aceitável; é colorido como os jogos da Disney e tem cara de Super Mario apesar de não tem o Yoshi (nessa versão, um dinossauro gigante aparece no Tooie), e mesmo sem modo multi jogador é apreciável para toda a família.

5) O que não fizeram direito...

Uma das possibilidades que existem no Xbox 360, mas não foi aproveitada, é questão do aspect ratio da imagem. Poderiam ter feito a conversão do jogo baseado na imagem em WideScreen e infelizmente não usaram. Não perde a graça da obra mas é um ponto fora.

Outro detalhe foram alguns desafios do jogo. No N64 os controles não eram tão precisos mas manter isso no hardware mais poderoso foi brabo. Não ter espaço em cartucho para uma programação boa é aceitável mas manter certos movimentos ruins desde o original foi o ó.

O comparativo de imagem das 3 versões existentes é bem interessante pra mostrar como a iluminação faz uma tremenda diferença no final.

Conclusão

Voltar aos jogos de plataforma dos anos 90 nessa franquia é lembrar a infância da galera que está batendo nos 30 anos ou mais e tem filhos / sobrinhos que podem jogar, pois tem idade para isso. Não é um dos jogos Lego da vida mas é cheio de colecionáveis. Tem uma durabilidade bacana, até 30 horas pra completar tudo e ainda sobram desafios pra depois. Enfim, melhor do que isso só mais disso mas pode ficar chato então vai lá e joga. É bom.

Até o próximo jogo

Ass.: Thiago Sardenberg