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sábado, 5 de outubro de 2024

A pesquisa da MS que deixou todo mundo surpreso

A Microsoft fez a pergunta: porquê os desenvolvedores de jogos não estão olhando/escolhendo a plataforma do Xbox para lançarem seus produtos?

Na prática, o que essa pesquisa quer/gostaria de saber? Indo além dela, a real análise desta pesquisa será apresentada no decorrer do texto e nas explanações que ele apresenta. Como também sei que a MS não vai ler essa análise, de um mero acadêmico / consumidor de brazuka de jogos, a irrelevância da pesquisa se torna evidente pois não atinge uma parte relevante do público consumidor do XBOX, o chamado público internacional.

O que eu penso sobre o futuro da MS? Uma das coisas é por um lado o padrão da marca, e por outro uma modernização da ideia. Os consumidores precisam entender os pilares da empresa que são 4.

O que realmente interessa, no final, depois de 30 anos de leitura sobre mercado e consumo de jogos, para garantir que ganhar espaço num mercado de poucos participantes, e construir uma maior penetração no consumo na população, o básico é ter uma biblioteca variada de jogos família e de apelo popular, seria um dos caminhos, o outro é seu preço e acesso. Mas isso eles sabem só não está virando realidade. Para facilitar que qualquer consumidor coloque na mente o valor que um console tem e como é relevante ter um console, no caso um Xbox, em casa, isso nunca é perguntado mas, de novo, não é o foco da pesquisa da MS nesse momento.

Para não sair construindo uma análise sobre um disse que me disse de outros sites, segue, abaixo, o texto replicado, em parte, pela mídia brasileira sobre o assunto.

A Microsoft anunciou a expansão de sua divisão de pesquisa Xbox Research, abrindo-a para todos os membros dos estúdios de jogos, como forma de conversar com os desenvolvedores para a "ajudar a resolver problemas" e melhorar ferramentas e serviços futuros.

Além de interagir com estúdios que já fazem jogos para Xbox, a Microsoft também quer obter feedback dos estúdios que não lançam jogos nas suas plataformas.

“Se você está fazendo games, estamos interessado em ouvi-lo. Se você não está no Xbox, adoraríamos saber porquê”, disse a pesquisadora de usuários, Dra. Deborah Hendersen. “E, honestamente, se você usa os produtos da concorrência, provavelmente tem uma ótima perspectiva com a qual poderíamos aprender!”

Ainda de acordo com o que foi dito por Hendersen, a iniciativa empregará uma variedade de metodologias de pesquisa, espelhando aquelas usadas em estudos focados em jogadores, mas adaptadas para desenvolvedores, incluindo "entrevistas, usabilidade, testes de jogo, pesquisas e anúncios publicitários de produtos".

Os desenvolvedores que encontram-se nos Estados Unidos podem acessar este link para participar do Xbox Research, com a Microsoft dizendo estar trabalhando para expandir o recrutamento para mais países.

O texto termina de forma direta e a matéria original, neste caso, publicada pelo portal Terra, e fica por isso mesmo.

É importante ressaltar que a MS fez a pesquisa para entender o contexto externo a sua marca e influência. Logo, é relevante saber o que as produtoras pensam sobre o que ela, a MS, está fazendo. Continuando sobre seus interesses, no conjunto de perguntas definidas na pesquisa, também existem  questões sobre as concorrentes dela como Nintendo e Sony, aparelhos mobile, jogos nos PCs, incluindo Apple, e por mais curioso que possa parecer, o Steam Deck não apareceu como opção de respostas apesar de hoje, outubro de 2024, já ter uma base instalada relativamente grande. Números não oficiais dos buscadores indicam que o Deck já passou de 4 milhões de unidades vendidas e isso não é pouca coisa mas para quem vende em 9 anos 140 milhões de unidades, como a Nintendo fez com o Switch, sim, tempo de vida e base instalada, precisam ter progressividade constante e para isso, é preciso inovação, dentro dos produtos, constantemente.

Chegar ao site da pesquisa não foi complicado e para participar dela é preciso indicar que mora nos EUA a partir de um CEP de alguma região. Como estou pouco me importando para isso, busquei um CEP qualquer, coloquei e continuei a pesquisa. Além de ler as perguntas disponibilizadas, e responder a todas elas como se fosse um Estadunidense, foi capcioso de minha parte, neste ponto, saber o que a MS pergunta, pois é pura curiosidade. O detalhe crucial de como as pessoas veem a MS, é onde realmente começam as problemáticas que ela tem pois direcionou parte das perguntas aos públicos internos de seu país de origem e em relação a comunidade LGBTQIA+ o que, neste caso, não há muita relevância. Por estarmos falando de uma pesquisa sobre a marca XBOX, e não sobre o Windows, qual a importância da comunidade LGBTQIA+ quando usuários de consoles e PCs é o mais amplo possível?

Não estou desmerecendo a comunidade LGBTQIA+. Ela é tão importante quanto todas as outras e sua capacidade e diversidade de produtos consumidos muitas vezes supera as do público em geral. Estou apenas criticando, o por que do direcionamento de algumas perguntas pois deixa em dúvida os reais objetivos da própria pesquisa. Quando se inclui essas informações, nos questionários, no mínimo, a MS não sabem quem usa/consome seus consoles mas, volto a apontar: duvido que ela não saiba quem consome seus produtos. Sistemas e produtos online, pedindo informações básicas de acesso aos serviços online e jogatinas, é estranho não saber quem é o público dela no final.

O futuro da MS passa, inevitavelmente pela recondução e construção da marca como um todo. O sobrio é bom mas é preciso ousadia. Uma ousadia dentro do que ela mesma já criou e estabilizou. Agora é fazer uma abordagem mais fora do padrão para mostrar como o futuro é uma incógnita visual mas colaborativa, participativa, representativa e diversa e dinâmica. Acima de tudo, divertida, feliz.

Outro ponto importante é em relação a produção de jogos pelos estúdios internos. Analisando em minúcias, nessa pesquisa não existem perguntas sobre o que os estúdios first party estão fazendo e entregando. A percepção externa sobre a produção, foi literalmente ignorada nas questões, mas isso faz sentido porque, a pesquisa foi clara no encaminhamento: era para as pessoas, em diferentes estúdios, responderem as perguntas. Porém, não ter um retorno – feedback – sobre sua própria produção, poucos meses após uma série de estúdios, com bons produtos e boas vendas, terem sido fechados e seus funcionários demitidos, uma gigantesca empresa querer saber de outros estúdios como ela, a MS, ‘está’ é um tanto controverso.

Continuando a análise, também não percebi qualquer pergunta sobre os tipos de jogos, gêneros, e produtos exclusivos da marca, disponibilizadas para seus consumidores. Console possante, sem exclusivo, perde relevância para o público, pois deixa de ser apelativo e competitivo. Diversidade, pelo recorte LGBTQIA+ é de extrema importância, e isso precisa ser refletido nas franquias exclusivas da plataforma. Hi-Fi Rush, Sea of Thieves, Grounded e Pentiment, como ex exclusivos, saindo para outras plataformas pode até ser bom para as finanças da MS e para cativar o público com jogos diferentes do que estão sendo apresentados, mas sacrificar exclusividade para aumentar vendas em outras plataformas? Não vejo como sendo saudável para manutenção de exclusivos. Como então a Nintendo consegue sobreviver neste mesmo mercado com tão menos capital e diversidade de produtos que a MS mas com uma infinidade de franquias que vendem bem sendo exclusivas? Eu acredito que a MS está errando tanto na pesquisa quanto na produção de seus jogos, mas essa é só uma ideia que a leitura das perguntas causaram e deixo no texto, e nada além disso.

Outro ponto percebido foi a não existência de perguntas sobre os estúdios internos e franquias que eles têm. Como poderiam ser usadas essas franquias para aumentar o consumo delas e o valor agregado que o Xbox pode levar aos consumidores? Se as perguntas do questionário foram direcionada aos produtores, internamente a MS também precisa saber, via diferentes caminhos, como suas propriedades intelectuais, em voga ou na gaveta, estão sendo lembradas pelo público e pelas produtoras. Por existirem diversos jogos parados, literalmente no Limbo, que podem/devem receber novas incursões, isso é fato e o público vai responder a elas pois a quantidade de produtos específicos nelas não é tão vasto quanto pode ser mas se não criarem incursões novas, de franquias já existentes, porque perguntar sobre como a MS é vista se nem internamente ela garante vida longa ao seu próprio repertório? Diversidade e variedade é fundamental mas renovação de produtos e favorecimento de personagens / produtos antigos para novos públicos, com novas incursões, é o que tem faltado a MS e a própria Sony. 

E por último, associações. A que tipo de produtos a marca XBOX está sendo associada? Provavelmente eles irão expandir e melhorar a pesquisa com o tempo e que sejam rápidos nas respostas de aumento de desejo de consumo porque console sem jogo exclusivo, pra gerar compras, não é console, é encosto de livros modernoso e caro. 

Com as mudanças recentes que o Game Pass recebeu, tanto no Console quanto no PC, e limitou o acesso a determinados produtos no Day 1 de lançamento, é mais um curioso caso nessa lista de perguntas do questionário pois não reflete a percepção que o público tem sobre ela. Apesar de Phil Spencer ter razões de sobra para afirmar que ele administra uma empresa e que ela, acima de tudo precisa dar lucros, isso significa que cortar custos também faz parte das atribuições de ser CHEFE! E essa é uma das atribuições ele deixa claro não gostar de realizar: demissões. Então, voltar ao ponto, onde se questionar “o que estão fazendo internamente com as franquias adormecidas?” e “Como é possível melhorar a visão do público em relação a MS, na hora de produzir novos jogos quando existem tantas franquias dormindo?” fazem mais coerência em relação a sobrevivência dela como produtora de jogos do que de simples distribuidora. 

Deixo claro: não estou lá dentro para fazer tais afirmações. Elas são apenas devaneios e especulações externas a realidade deles pela constante leitura e análises que a mídia especializada traz diariamente. Mas como consumidor de longa data de jogos sim, o público, precisa ser ouvido. Tanto em sua amplitude quanto nas linguagens usadas para expressar seus desejos e carinho por determinada franquia ou personagem. O que o público quer jogar? Quais personagens querem ver com maior frequência? Hoje, a MS, tem capacidade de sobra para usar os personagens de suas franquias em qualquer novo jogo. Começando a extrapolar outros gêneros para testar o público e o consumo de novos produtos. Sem isso ela estará perdendo oportunidades claras de criar novas obras e expandir seu catálogo sem precisar de novos estúdios. As franquias estão aí para isso. Façam coisas ousadas para saber se foi bom ou ruim.

Como também sei que eles não irão ler esse texto, pois, o blog é pequeno demais pra gerar algum retorno convincente a uma gigante como a MS, o que me parece evidente é que lá dentro falta algum gestor de jogos, tipo alguém que irá parar e jogar os produtos regularmente, bem antes do lançamento, para ver as propostas que têm futuro ou não. E esse profissional pode conseguir ir além dessa análise básica e poderá opinar de forma taxativa para direcionar se esses jogos precisam ser reiniciados, cancelados ou continuados. Sim, isso está fazendo falta. A mesma falta que a Sony sentiu logo depois que quando lançou Concord e em 12 dias vou uma promessa virar um ralo sugador de recursos que terminou com os servidores de um jogo serviço, que demorou 8 anos pra ser apresentado. Mesmo a Sony tendo tanta experiência de mercado, produção e venda como ela tem.

Por mim, sem relação com a nostalgia nem nada parecido com isso, me parece que está faltando as grandes e pequenas produtoras, realizar o trabalho de base. Jogos simples, de curto tempo de produção e duração, focados no objetivo de apresentar uma série de personagens e histórias diferentes. Cheios de clichês e coisas já estabelecidas, mas regadas a diferentes mecânicas pra  juntar todos esses personagens nos jogos como serviço afim de apresentar a sopa de letrinhas que podem virar juntas e ser divertido como um Fall Guys ou Fortnite estão fazendo.

Como surgiu Smash Bros? Como surgiu Mario Kart? São subprodutos de jogos originais simples e focados no entretenimento. Smash Bros conseguiu se sair bem e expandir seu produto base com uma série de DLCs que o público adorou pela diversidade entregue não somente variedade dentro de um contexto definido.

Se em 8 anos com mais ou menos 5 jogos de 5 personagens diferentes, para atingir diferentes públicos, é possível construir uma base consistente em mecânica e história decentes, sim, isso pode salvar a criação das novas franquias mas é preciso arriscar de um lado, ser ousado, e limitar do outro, sem ser megalomaníaco exageradamente grande e inviável. As memórias de um público fiel em querer jogar coisas novas daqueles personagens que eles guardam com carinho é um dos segredos dessa indústria mas parece que os grandes estúdios não entenderam isso ainda.

Essa é a imagem que sinto falta, todos os anos. Diversidade. Mas não precisam ser jogos AAA. Podem ser menores, desde que entreguem o que o público pede: diversão, entretenimento, lembranças, memórias, agrupar amigos e família numa única coisa, jogar coisas legais.

Se a Sony foi capaz de perder 400 milhões de dólares num produto da qualidade que foi Concord, a MS pode perder Trilhões de dólares em produtos ruins que mesmo assim vai se sair melhor que a Sony porém a Sony, quem diria, tem mais franquias memoráveis do que a MS tem. E quando se fala de franquias memoráveis nos jogos fora tiro, porrada e bomba? Essa é a MS. Esse é o ponto que a pesquisa, tema original dessa postagem, deveria se preocupar. Memórias e não, somente, acessibilidade como eles induziram no final.

Até a próxima postagem.
Ass.: Thiago Sardenberg

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

O ponto que levanto é: Preço VS tempo de vida VS valor individual dos jogos.

Para aqueles que acompanham essa indústria já sabe: o que vende console é um conjunto de fatores. A potência da plataforma, por um preço acessível, seus jogos exclusivos e listas de desejos.

Como disse, preservar a Nintendo não é só preservar o futuro dos games em sua diferenciação saudável, em uma bem-vinda postura de preservar franquias amadas e já consagradas, mas fazer como Sony e MS estão fazendo, faz anos, no aumentar a potência das plataformas e cobrar muito mais por isso faz parte do negócio delas mas e quando isso ocorre sem que a devolução desse detalhe e desempenho no conjunto agregado é, inevitavelmente, forçar a uma estagnação premeditada de suas plataformas com vida útil reduzidas, como o consumidor fica?

7 anos é o bastante para uma mudança? Talvez. Mas o Nintendo Switch já está com 9 anos e vendendo bem, enquanto o PS4 com 11 anos ainda recebe jogos novos. Há quem diga que quem fez mal o dever de casa foi a SONY por ter feito um console bom mas que não vende devido seu valor. De novo? Foi assim no PS3. Enquanto isso, o XBONE também já está com alguns anos de estrada e mesmo sua versão mais parruda, o OneX, este não lida bem com alguns jogos de final de geração. Há quem diga que ele nunca foi bom mesmo mas sejamos sensatos, One X foi o mais parrudo da sua época, mesmo com poucas vendas. Atualizações parrudas do Switch nunca foram reais evoluções e mesmo assim ainda vende bem, indicando que alta tecnologia não necessariamente será a solução mais assertiva para essa indústria. Acessibilidade é o ponto chave.

Verdade seja dita, o Switch fez algo parecido no quesito inovação e oportunismo tanto quanto o Wii conseguiu e o WiiU dançou. O WiiU é uma mancha no DNA da Nintendo e isso não é negado. Mas sejamos coerentes, todo console já nasce estagnado por ser uma plataforma frechada e restita a um prazo determinado desde o seu nascimento. Mesmo com a evolução das técnicas de programação e distribuição dos jogos, a evolução que tantos valorizam na mudança de geração ocorre mesmo é nos processos de adaptação de grandes lançados. Até a SONY, mesmo errando, tentou e fez chegar o PS Vision pra diversificar o conteúdo da plataforma. E olha que não faltaram tentativas: PS Moove, PS VR, PSP, PS Vita, PS TV, PS… São tantos PSs que é impossível não se perder nesses nomes.

Entretanto, as exceções desse diversificado contexto existem, como o Xbox 360 e o Kinect, sem ignorar a mídia do Blu-Ray em relação ao HD DVD, foram pontos fora da curva e vão muito além do esperado. Ao reviver o modelo de negócios consagrados, anteriormente, como sendo as jogadas certeiras do que entregar aos consumidores é mais relevante do que um custo elevado na compra do novo console. Este é um ponto relevante do bom produto, para os consumidores.

E o porque desse texto? Porque a evolução das indústrias são uma série de escolhas não deliberadas, estudadas e fundamentadas. Correr atrás do que é o mais moderno garante certas condições em relação ao futuro, em contra partida uma menor acessibilidade como escolha do melhor equipamento em alusão ao valor total agregado que este mesmo equipamento pode entregar.

Ter relação com o conteúdo agregado, de longo prazo, que podem ser adquiridos depois do lançamento é um ponto importante. Trás benefícios e é vantajoso mas a que custo? Nesse ponto, custo, que os PCzistas estão na frente em sua amplitude e abrangência. Até mesmo o Steam Deck é uma resposta a isso, mesmo não sendo acessível ou barato, é uma resposta. Se o dispositivo da Valve receber, nativamente (o que duvido) os outros Lauchers de jogos (sem ignorar o que o Proton, o Wine e o Lutris já fazem), eles serão imbatíveis até para os consoles, começando assim a decretar o fim dessa era dos videogames.

A concorrência da Steam não é fácil pois enfrentar o GOG, a Epic Store, uPlay, EA Play (antiga Origin), RobotCache, junto de tantos outros, locais de venda para diferentes públicos, causa uma sobrecarga de opções que fica difícil o consumidor opinar e bater o martelo em qual delas é a melhor pois ele, é o maior dos beneficiados. 

Quando vejo essas lojas todas juntas, num único dispositivo portátil, é como criança numa loja de brinquedos. Olhando aquela infinidade de opções, todas caras, e no final não consegue escolher, pois é uma tortura sacrificar uns em prol de outros. Vai ficar feliz? Sim, mas são tantas opções que a felicidade se dispersa em uma infinita dúvida para se escolher um, apenas um, jogo por vez para jogar, porque ainda não é possível jogar a todos ao mesmo tempo.

Enfim, viver a concorrência, é o benefício. Sem ela os jogos 0800 da Epic não valeriam o quanto custam. Onde foi que Spencer acertou no texto anterior? Ele acertou ao ter começado a ação de “dar jogos de graça” na Live Gold do Xbox 360. Essa foi a sacada para salvar o bolso do consumidor, agregando valor as assinaturas, diversidade e oportunidade para testar, tanto empresas como consumidores e novos negócios. De tabela, ele também preserva parte do futuro da indústria com umas ações de pós lançamentos que ressignificam essa compras, além de darem a títulos fora da visão dos consumidores nova oportunidade. Mesmo que os jogos sejam caros, restritos e fechados nas suas plataformas temporárias e que alimenta o desejo do capitalista selvagem, videogame, é um dos muitos recortes que a indústria, e a cultura, trazem ao mundo de hoje. Nossos Bolsos que agradecem.

Vida que segue.
E qual o próximo jogo?
O que vier na próxima semana da EPIC GAMES.

quarta-feira, 31 de julho de 2024

Um Canal para todos cativar e nos games deixar

Essa semana dediquei tempo a uma ação inusitada: jogar por 30 ou 60 minutos, os jogos 0800 dos principais serviços GOG, STEAM, EPIC e eventualmente EA Play, uPlay e Robot Cache. Infelizmente nem todos serviços são bons e o do Robot Cache precisa melhorar muito. E nessa onda de jogar e jogar coisas diferentes também voltei a alimentar um canal de YouTube que tenho guardado na manga faz alguns poucos anos. E por isso mesmos, vamos ao que interessa? Dá uma curtida nele no final do texto. Ta lá o link junto das gameplays que tenho feito.

Jogos pra quem quer jogar...

Os jogos em destaque, aos quais dedico algum tempo pra detonar são: HUE, Outland e Figment, entre outros de consoles antigos da Nintendo que já terminei por pura nostalgia. Os jogos da Nintendo irão aparecer em outra postagem.

Vamos que vamos. Figment foi o primeiro jogo dessa leva e por mais diferente que seja, é um game pra lá de divertido. Simples e cativante. Arte lembra os trabalhos de Van Gogh e do surrealismo e pra quem entende desse período, ele foi muito importante para expandir os horizontes das artes. E quando este horizonte chega aos jogos digitais, mais de 100 anos depois do movimento original, é uma forma bacana de valorizar os antigos mestres e como dar valor aos seus trabalhos pois referencial é tudo. Se quiser curtir, clica aqui pra ver a game play dele que já terminou. O jogo é um 2D isométrico, com variação exagerada de cores e representações visuais onde em simples mecânicas faz a história ser contada no diálogo que ocorre entre as personagens e vilões. Alguns de seus puzzles são bem diretos mas outros, na progressão dos mundos, vão piorando, gerando dificuldades elevadas. Dificuldade que irá fazer os jogadores pensarem e perderem tempo pra resolver. O final é surpreendente além de bacana pois dá um sentido ao incidente inicial.

HUE, o jogo seguinte dessa leva, também foi outra gratuidade que ganhei por acaso. Além do passo a passo dele estar rolando durante a escrita do texto, foi uma surpresa pois o consegui em mais de um serviço. Clica aqui pra ver. A premissa dele é simples: uma moça descobriu que faltava vida a vida dela e como pesquisadora de uma universidade, onde estudar e descobrir coisas é importante, uma outra personagem chamada Dr Cinza retirou as cores do mundo e com ele foram todas as emoções e coisas importantes para os cidadãos daquele local. O jogo é um plataforma 2D onde o controle das cores e timming de resposta dos jogadores é o principal atrativo. Porém, nessa aparente simplicidade também mostra uma dificuldade crescente dos desafios impostos. Na prática cada tela de jogo é uma sala diferente. Em cada sala há um desafio, quebra cabeça, para ser resolvido e em todos os casos, usam-se as cores e quando o desafio é completado, abre-se uma porta para uma nova sala. Em 2/3 da jornada, ao final de um percurso determinado, uma cor nova é liberada e os poderes de troca do jogador aumenta. É preciso alcançar as 8 cores da palheta para ter o "poder" completo. Enquanto novos locais e desafios são apresentados, novas formas de resolver esses problemas também aparecem e durante esse acréscimo de cores, uma dificuldade elevada também ocorre em determinados espaços. Muito mais tempo será gasto para aprender como resolver os problemas dessas novas salas. Vale o esforço e as cabeçadas pois serão muitas as mortes que vão ocorrem e a maioria será com facilidade e distração dos jogadores. Se isso te lembrou Limbo, não é mera impressão. Algumas salas são realmente complicadas e demoradas.

Outra jornada gamística, é o antigo Outland de 2011. Não confunda com Outlast, são propostas totalmente diferentes. Outland segue a ideia de HUE mas com uma história e premissa diferentes. Neste caso o jogador é apresentado a uma personagem masculina (sim, personagem é uma palavra do gênero feminino), onde este precisa descobrir o que o atormenta em seus pesadelos. Ao encontrar um chamã, também entende o que precisa fazer e, então, o jogo começa. Com a descoberta dos seus poderes descobre que o mundo está em colapso e precisa evitar que duas entidades irmãs, com poderes opostos, da luz (SOL) e das sombras (LUA), precisam ser derrotadas. A mecânica é de troca dessas cores enquanto se esquiva de ataques e inimigos que só morrem quando atacados pela cor oposta. Neste momento o detonado do jogo já está rolando neste link. O investimento de tempo nele será mediano  pois também é um Metroidvania 2D de progressão constante e muitos inimigos pra derrubar. Apesar de termos uma proposta desafiadora, existe um problema maior: o jogo foi retirado das lojas faz alguns anos e o motivo, eu não lembro. Sei que não é impossível de descobrir mas não é o caso. Só quem o comprou na época de lançamento poderá rejogar mesmo que esteja disponível para Xbox 360 e PS3 via rede, essas foram desligadas recentemente. Uma perda enorme mas a vida continua e os consoles passam. A produtora original, mesmo com a publicação do jogo tendo ocorrido por meio da UbiSoft, tem outros jogos disponíveis e bem famosos mas Outland se tornou uma joia rada pois o acesso é impossível, de forma oficial, nas lojas online oficiais. Para quem puder aproveitar e gostar de Metroidvania, vai na fé, pois é diversão e desafios garantidos.


O último jogo dessa lista será o IRIS and the Giant. Clique aqui pra ver. Este foi uma surpresa um tanto curiosa. Para quem gosta de jogos de cartas poderá não gostar dele. Para quem gosta de desafios a coisa muda de patamar. Na prática a proposta é um jogo 2D que simula um 2.5D mas não é por outros detalhes visuais. Após um acidente que a personagem passa, ela se depara com o barqueiro, ou Caronte, a levando para o outro lado da vida e o jogo tem início. Desse ponto o jogo sempre irá recomeçar pois a personagem se encontra, num eventual game over, no rio que liga sua vida à morte. Se lembrou da referência grega do Aqueronte, ou Stix de God of War, não é por acaso, a premissa é a morte e a (re)descoberta de sentidos pela personagem. No decorrer das salas, em cada uma é apresentado um desafio. Com uma penca de inimigos pra serem derrotados, as mecânicas de cartas específicas como ataque, defesa e suporte podem ser escolhidas e usadas. Dessa maneira o combate se desenrola, e quando uma escada aparece também existe a possibilidade de limpar a sala dos inimigos para depois ir a próxima sala, ou sair desse espaço e continuar o mas rápido possíve. A narrativa é feita pela própria personagem, uma menina no colegial, em que não consegue ser popular ou se enturmar. Acaba por ficar isolada tanto nos jogos de video games quanto de outras atividades sociais. A história, na prática, é contada nas mudanças de salas enquanto o contexto geral também é apresentado. Nessa narrativa, é demonstrado ao jogador os pais da personagem e como estes se preocupam com a filha pois problemas de relação no colégio, com outras pessoas da mesma turma/idade é uma ação ruim para o futuro da menina. Durante as fases, o desafio cresce tanto em quantidade de inimigos por sala quanto por dificulade em alcançar a escada de saída. E para dificultar a progressão até o final, as cartas que podem ser compradas/acumuladas, podem acabar ou os ataques concentrados dos inimigos ser maior que a barra de vida. Os inimigos mudam com a variação de cenários e sua força, defesa e ataque também crescem nessa progressão. O objetivo é chegar ao gigante, que dá nome ao jogo. Porém não consegui chegar lá porque é bem difícil na 2a metade do jogo. Recomendo muito mais pela mistura de mecânicas e por sua história bem comum de ocorrer com qualquer pessoa do que pelo desafio em si que pode ser frustrante para muitos que gostam de zerar os jogos.

E depois de tantas linhas de coisas sobre os jogos...

O canal tem já alguma visibilidade na Twitch. E mesmo que o nome seja diferente em ambos os locais, a criação original foi uma vez que estava vendo o Cogumelando jogando Majoras Mask no N64 antes do remake de 3DS, também acredito que a twitch vá ser fechada em breve. E se não for fechada poderá ser vendida para outro controlador pois variadas mudanças ocorreram e geraram uma insatisfação enorme dos seus usuários. Bom ou ruim as coisas estão mudando e Twitch também vai continuar a mudar.

Apesar de ser um canal pequeno, o blog tem bastante espaço para outros textos de jogos e para quem tiver o interesse, como dito no início, peço para aqueles que chegaram até aqui ir á neste link aqui, e dá uma curtida e inscrição no canal. Além de ajudar bastante é algo que interessa a muitos: qual jogo bom existe disponível? Algumas respostas podem existir por lá. Dá uma olhada, trago novidades todas as semanas em uma gameplay diferente. Todos os dias, as 9 da manhã, sai coisa. Ah... e comenta nos vídeos, que os interessar, de onde veio, porque saber isso é de meu interesse, beleza? Então...

Até o proximo texto.