sábado, 23 de maio de 2015

Vou passear pelo Limbo – Parte 2 de 2

Para quem chegou até aqui veja a Parte 1 no link...


4 - Gráficos

Os gráficos são detalhados nos pontos que precisam, borrados ou bem borrados onde se faz necessário uma sensação de profundidade maior (mesmo que o jogo não tenha troca de camada nas telas).

As partes mais focadas e bem definidas geralmente estão no mesmo “plano” em que o personagem se movimenta. Isso não impede de haver outras “camadas” após ou anteriores ao plano de movimento. Elas existem para mostrar que tem outras coisas por ali e que complementam a sensação de jogo 2D tradicional, sem ser tradicional.

Onde os gráficos acertam a mão e cativa o seu público é no fator de ser todo em preto e branco. Foram poucos os casos de jogos que tiveram suas artes baseadas no preto e branco puro (ou fazia parte do título propositalmente). Tirando o já não tão recente (e não tão popular) Mad World da Sega (para Nintendo Wii) que é todo em P&B e com sangue bem vermelho para destacar a violência do título, são poucas as obras que tem essa pegada.

Um que tem uma pegada mais para as cores sépia é Zelda Twilight Princess no modo lobo, dentro do Twili Realm, onde cerca de 30% da aventura ocorre por ser obrigatório resolver problemas que o roteiro impõe ao jogador. Tirando essa situação específica, o jogo é colorido.


5 - Conclusão

Uma obra de arte plena. Frustrante jogar do inicio ao fim. Revoltante para quem quer algo com mais ação e não tem paciência para apreciar obras de arte interativas. Esse é um jogo paradão e fora dos grandes títulos AAA que saem durante o ano todo. Não é para qualquer um joga-lo ou tentar chegar ao final.

Precisa ter mente muito aberta para entender a proposta. No final da aventura o jogador vai realmente ficar chateado porque poderia ter mais. O jogo deixa essa sensação “quero mais” e ao mesmo tempo uma revoltante vontade de “é isso? É aqui que termina?” deixando margem para uma continuação que ainda não foi criada.

Tendo recebido notas entre 8.5/10 e 9.0/10 do Metacritic nas plataformas em que foi lançado (PC, Xbox 360, XBO, PS Vita, PS3 e PS4) o jogo teve uma boa visibilidade nos últimos anos. Merecer uma continuação seria chover no molhado e sair da crista da onda. É recomendado porque deixa o final para isso. Não recomendado porque tentar melhorar o que já está muito bom seria arriscar perder a boa obra que a equipe produziu.





Recomendado não pela genialidade mas pelo fator curiosidade da obra como um todo.

Ass.: Thiago Sardenberg

Nenhum comentário:

Postar um comentário